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Contexto

Com o processo de expansão da rede pública federal de educação superior, a Universidade Federal do Amazonas criou o Instituto de Saúde e Biotecnologia em Coari, o Instituto de Agricultura e Meio Ambiente em Humaitá, o Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia em Parintins, Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia em Itacoatiara e o Instituto de Natureza e Cultura em Benjamin Constant. No Campus Manaus, o mais antigo, encontra-se a Faculdade de Educação na qual o Programa de Pós-Graduação em Educação está inserido. Todos esses campi têm engendrado esforços enormes para formar doutores em todas as áreas para qualificar o seu trabalho.
Esse contexto aponta para um grande desafio: formar mestres e doutores na região e para a região, dada a dificuldade de enraizamento de doutores no Estado devido o isolamento geográfico vivido e ser culturalmente diferenciado. Para responder a isto o Programa organiza-se em um núcleo temático denominado: Educação, Culturas e Desafios Amazônicos.


Breve histórico, perspectivas de evolução e tendências.

O Curso de Mestrado em Educação da Universidade Federal do Amazonas foi criado em 1986 num esforço conjunto da Faculdade de Educação (FACED) e do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) e, posteriormente, integrado à denominação Programa de Pós Graduação em Educação - PPGE. Em 1987, o Curso iniciou a primeira turma de 12 mestrandos. Em 1995, o Curso recebeu seu credenciamento no MEC. É relevante ressaltar que, entre 1994 e 1998, o ICHL criou dois cursos de mestrado; mesmo assim, os docentes doutores continuaram a colaborar com o PPGE de forma pontual.

Assim, no início das atividades do PPGE, a participação dos doutores do ICHL representou um percentual significativo do corpo docente. Em 2005, o PPGE contou com dois professores doutores do ICHL, na condição de colaboradores, reflexo da política de qualificação no âmbito da UFAM, em que a FACED conseguiu ampliar consideravelmente seu quadro de professores doutores, garantindo o desenvolvimento e o processo de consolidação de seu Programa de Pós-Graduação em Educação. A tendência do PPGE é priorizar, cada vez mais, a sua identidade na área da educação, buscando a formação de seu quadro permanente com docentes doutores nessa área.

No triênio 2004-2006 o programa alcançou a nota 4 devido ao esforço coletivo da Instituição. Com isso as bolsas para os discentes do curso de mestrado do Programa foram ampliadas sendo que em 2005 o número total de bolsas foi de 20, sendo 13 financiadas pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e 7 financiadas pela CAPES. Em 2006 manteve-se 6 de bolsas financiadas pela CAPES e ampliou-se para 16 bolsas financiadas pela FAPEAM.

Em 2007 foram realizados dois processos de seleção, um para a demanda social e outro para atender ao Convênio Interistitucional entre a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade Federal de Roraima e Centro Federal de Educação Tecnológica de Roraima (MEC/CAPES/MINTER - UFAM/UF e CEFET-RR).

Em 2008 o processo seletivo do mestrado dirigiu-se para a própria Universidade, objetivando formar mestres para atuarem nas unidades situadas no interior do Estado, recebendo também professores da Capital. O trabalho realizado no triênio 2007 a 2009 fez com que o programa avançasse em sua produção e organização.


Processos avaliativos e a estruturação do programa

O PPGE passou por modificações na estrutura e no desenho curricular, a partir da primeira proposta do Curso de Mestrado em Educação em 1986-1989 - 1º alteração; 1991- 2º alteração; 1994- 3ª alteração e 1999 - a 4ª alteração. Essa última foi produto de um contexto fortemente marcado pelos resultados da avaliação CAPES/1996-1997, na qual o PPGE realizou um processo intenso de avaliação, na perspectiva de revitalização e reestruturação do curso, com a participação de docentes, discentes e outros professores da FACED, além de diferentes instâncias envolvidas no processo. Uma Comissão foi constituída com representantes dos discentes, dos Departamentos, dos Colegiados dos cursos de graduação, além da Coordenação e do Colegiado do PPGE.
O trabalho da Comissão resultou na proposta de reestruturação do PPGE, implementada a partir de 1999. Desde então, essa experiência tem sido norteadora da revitalização das ações do PPGE. As reuniões semanais de seu Colegiado - as quintas feiras, à tarde - permitem manter sua dinâmica de planejamento, avaliação e consolidação da Proposta e das diversas atividades que envolvem o corpo docente e discente.


a) Estrutura, a partir da turma/2000.

No Projeto de Reestruturação do PPGE visualizou-se a construção da identidade para o Programa, fundada no compromisso e na responsabilidade frente à realidade amazônica, colocando-se a serviço da identificação e compreensão da problemática regional, formulando alternativas no campo da educação. O PPGE precisou marcar presença na Região: fortalecendo sua identidade, enriquecendo-se e dinamizando-se com as contribuições de outras áreas, num processo de mútua fecundação, sem perder de vista seu objeto próprio de estudo. Nessa nova concepção, o Programa se estabeleceu como processo de informação, formação e redimensionamento da prática educacional, sendo um dos elementos com que se buscou e busca-se a transformação da realidade amazônica.
Essa proposta, além de procurar atender às diversas recomendações feitas pelos pareceristas e visitadores da CAPES ao longo da história do Programa e de adequar-se também aos novos prazos e critérios estabelecidos nacionalmente, estava em sintonia com o próprio Plano de Gestão e Planejamento Estratégico da atual administração superior da Universidade Federal do Amazonas, assim como com o V Projeto Norte de Pesquisa e Pós-Graduação (PNOPG), que pretendia "construir uma base mínima de pessoal da região para a região, através da qual a Amazônia possa planejar seu crescimento e concorrer com chances de obter recursos que auto-sustentem o sistema".

Dando prosseguimento às avaliações internas e estudando atentamente as sugestões da avaliação continuada, elaborou-se em 2004 um seminário interno de auto-avaliação. Foram constituídos grupos de estudo formados por professores e alunos visando construir um processo que pudesse responder às questões encaminhadas no processo de avaliação continuada.

Nesse processo de discussão a Comissão de Avaliação Capes/Área da Educação, 2001 e 2002, argumentou que a linha criada em 2001(linha 04) mantinha pouca articulação com o Programa e, por isso indicava sua revisão. Uma das preocupações era justamente o fato de o PPGE possuir um número muito reduzido de doutores, com uma produção pequena que não justificava a criação de outra linha. Com a chegada de novos doutores e com o aumento da produção intelectual resolveu-se, em parte, o problema. Porém, a questão da articulação com a Proposta do Programa ainda estava presente. No processo de discussão, os participantes do seminário concluíram que a linha 04 tinha que ser revista, objetivando, sobretudo, uma maior articulação com a proposta do Núcleo Temático. Naquela perspectiva a linha 04 passou a denominar-se História da Educação, Processos de Trabalho e Novas Tecnologias na Região Amazônica.


b) Estrutura em 2006

O Programa permaneceu com a seguinte estrutura em 2006: 

* 01 (um) NÚCLEO TEMÁTICO: "Educação, Culturas e Desafios Amazônicos".

Ementa: Pesquisa e construção de conhecimentos, numa perspectiva interdisciplinar, tendo como eixo a educação e a diversidade cultural e como força motriz, os desafios amazônicos, articulados ao contexto nacional e internacional, priorizando: processos educativos e identidades amazônicas; formação e práxis do educador; educação, políticas públicas e desenvolvimento regional; história da educação, processos de trabalho e novas tecnologias.
Disciplinas Básicas:

PME001 - Educação, Culturas e Desafios Amazônicos.
PME002 - Metodologia da Pesquisa Científica em Educação.

* 04 (quatro) LINHAS DE PESQUISA:

1."Processos Educativos e Identidades Amazônicas"

Ementa: Estudos interdisciplinares dos processos educacionais na Amazônia, a partir da sócio diversidade, do meio ambiente específico e dos modos de produção da existência, tendo como objeto: representações, mitos, imaginário, linguagens, concepções e identidades.

Disciplina Básica:

PME004 - Educação e Antropologia

2."Educação, Estado, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional"

Ementa: Educação, Política e Economia: relações de poder e processos de globalização. O sistema educacional e o desenvolvimento local, regional e nacional. Políticas Públicas, Educação Ambiental e Movimentos Sociais. Gestão e organização da educação na perspectiva de uma sociedade democrática.

Disciplina Básica: PME007 - Educação, Políticas e Desenvolvimento Regional.

3. "Formação e práxis do (a) educador (a) frente aos desafios amazônicos"

Ementa: Caráter multidimensional de educação e formas diferenciadas de "ser educador (a)" e de "fazer educação" na Amazônia. Tendências, perspectivas e novas abordagens teório-metodológicas no processo de formação dos profissionais da educação. Processo de construção do conhecimento educacional e do espaço profissional do (a) educador (a). Formação do (a) educador (a) como prática criativo-reflexiva. A transformação do (a) educador (a).
Disciplina Básica: PME010 - Formação do (a) educador (a): tendências, perspectivas e novas abordagens teórico-metodológicas.

4. "História da Educação, Processos de Trabalhos e Novas Tecnologias na Região Amazônica"

Ementa: História da Educação na Região Amazônica. História das instituições educacionais. Imprensa periódica e história da educação. Processo histórico da Educação/Sociedade/Estado pela mediação constitucional e leis do ensino. Processo sócio-histórico da educação, do trabalho e da tecnologia. Formação social e política do sujeito e do conhecimento da educação na Região Amazônica.

Disciplina Básica: PME003 - História da Educação Brasileira e a Região Amazônica.

O processo de auto avaliação do programa em 2008 apontou para uma avaliação externa. A comissão de avaliação composta pelas Professoras Doutoras Naira Syria Carapeto Ferreira, Marlúcia Menezes de Paiva e Maria Inês Gaspareto Higuchi ao analisar os currículos apresentou seu relatório que indicou o descredenciamento de cinco docentes, o recredenciamento de 15 professores e o credenciamento de mais três professores. Os docentes que foram descredenciados tinham orientandos e, por isso, continuaram orientando na condição de colaborador.

 

c) Estrutura do Programa no triênio 2007/2009

Assim, o triênio 2007/2009 a proposta do programa pensada em 2006 foi mantida com uma única modificação: a linha 4 voltou a denomina-se História da Educação na Região Amazônica e constitui-se dois projetos isolados: Novas Tecnologias na Região Amazônica e Educação Especial na Região Amazônica.

 

d) Estrutura do Programa no triênio 2010/2012

O curso de mestrado manteve-se com a mesma proposta. Em 2009 o doutorado foi aprovado e, no primeiro semestre ocorreu o processo seletivo da primeira turma, sendo aprovados 8 doutorandos que iniciaram o curso no segundo semestre de 2010.

A proposta do curso de doutorado está centrada nas questões e necessidades da Região Amazônica, tendo como núcleo temático o mesmo do mestrado: Educação, Cultura e Desafios Amazônicos. Sua proposta está articulada em duas linhas: Educação, Estado, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional e Formação e práxis do (a) educador (a) frente aos desafios amazônicos.


e) Estrutura do Programa em 2013

No ano de 2013 foi efetivado um processo de auto avaliação do programa na perspectiva da avaliação continuada, no processo verificou-se que as turmas do doutorado (turmas 2010 e 2012) tiveram muitas disciplinas para cursarem, dificultando o processo de defesa de tese. Por este motivo o PPGE reformulou sua proposta curricular para o Doutorado.

A avaliação mais uma vez apontou que a Linha 4 - História da Educação não apresentava produção e não tinha professores que a sustentassem, sendo necessário ser retirada. Constatou-se que a História da Educação perpassa todas as linhas de forma transversal, já que o contexto da Educação Amazônica assim o exige.

No processo verificou-se que ocorria um crescimento da produção na área da inclusão e, por isso, foi criada a Linha Educação Especial e Inclusão no Contexto Amazônico. A coordenação enviou o projeto à PROPESP, que encaminhou ao Conselho de Ensino e Pesquisa. Foi indicado que o processo de seleção para 2014 já fosse efetivado com a nova estrutura do programa. Como a Universidade reformulou o regimento da Pós-Graduação o Conselho de Ensino e Pesquisa encaminhou o projeto ao PPGE para adequações.


f) Estrutura do programa em 2014

O Projeto político pedagógico que foi construído coletivamente, passou por processo de avaliação. Para que haja uma maior integração o planejamento das atividades de cada semestre estão sendo acompanhadas. O Colegiado de curso avaliou que as modificações até então responderiam às exigências regionais e dos processos avaliativos.
Em março de 2014 com a avaliação do Triênio 2010/2012 aconteceu o seminário de avaliação que apontou o planejamento coletivo para o ano de 2014. Como a seleção estava em curso foi decidido que a seleção de 2015 só ocorreria mediante a avaliação do ano de 2014 que ocorreria em abril de 2015.


g) O ano de 2015

Etapa I -  Avaliação  do PPGE no período de 10 a 11 de novembro com a programação:

DIA 10 - manhã - Apresentação da ficha de avaliação e documento de áreas;

DIA 10 – tarde - Discussão da performance dos alunos e professores por linha para planejar ações que objetivem alcançar a exigência para a manutenção da nota 4 (quatro) e alcançar a nota 5 (cinco);

DIA 11 – manhã – Discussão dos principais pontos do regimento;

DIA 11 – tarde - Proposta da continuidade da Avaliação e Síntese das propostas e do planejamento - Encerramento. 

O processo de avaliação implementado mostrou que dois pontos são cruciais para o programa, quais sejam: 1) A produção intelectual deve ser trabalhada com mais ênfase para responder às exigências dos critérios de avaliação estipulados pela área; 2) O tempo de defesa das dissertações e teses deve ser tratado com mais cuidado.

Mostrou também que os professores do programa têm se desdobrado para manter a Universidade viva.

Em 2015 ocorreu a greve dos docentes e dos técnicos administrativos e, por este motivo, não foi feita a seleção. Após o período de greve o colegiado reuniu e decidiu que o ano de 2016 teria duas seleções para suprir o período de 2015.

Etapa II  

1) Nos dias 26 e 27 de novembro ocorreu o XV SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO com a temática A Política de Pós-Graduação na Região Norte, enfatizando a produção do conhecimento na região no que se refere às suas possibilidades e aos seus limites. Destaca a necessidade de consolidação dos cursos de Mestrado e Doutorado, apontando que a Amazônia precisa de financiamento diferenciado para tal fim. As perguntas fundamentais foram:


•Quais os esforços indispensáveis para que os programas de pós-graduação se consolidem na Amazônia?
•Que políticas são necessárias para que se fixe doutores na Amazônia que possam desenvolver um trabalho de construção do conhecimento sobre e na Amazônia?

2) Dia 26 de novembro - A Pós-Graduação na Região Norte: Possibilidades e Limites - apresentada pela Professora Doutora Sonia Araújo

3) Dia 27 de novembro - O desafio de fixar doutores na região norte - MESA REDONDA Composta por: Drª Selma Oliveira (Diretora da FACED), Dr Rafael Bellan (Professor do Campus Parintins) e DrªAndrea Viviana Waichman (Diretora técnica da FAPEAM) - MESA REDONDA - A produção do conhecimento em Educação levando em consideração às questões amazônicas: Limites e possibilidades - formadas por recém doutores formados no programa - Elizandra Garcia, Arone Bentes, Kelen Burlok.

 

h) O ano de 2016

Com a greve de 2015, o programa ficou impossibilitado de efetivar a seleção referente ao ano corrente e, em decorrência desta situação no ano de 2016 foram efetivadas duas seleções. O ponto positivo do ano em questão foi a ampliação da infraestrutura do programa com um mini-auditório e uma sala para a extensão da biblioteca do programa, que ainda estão em construção visto que esta ampliação faz parte da revitalização da Unidade.
É perspectiva do ano de 2017 que todas as instalações sejam reformadas e adquiram novos equipamentos. Em 2016 faz 30 anos que o programa de mestrado foi aprovado pela CAPES, sendo que a primeira turma inicia em 1997. Por este motivo em 2017 no XVI SEINP - será comemorado os trinta anos do programa.

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